Case autoral · marca e briefing fictícios
Um banco de imagens em que o cliente se reconhece
Banco de imagem tradicional mostra o microempreendedor de sorriso perfeito e avental passado, e esse público desconfia na hora. Dirigi 55 imagens de sete ofícios para uma insurtech fictícia com a direção oposta: essa pessoa podia ser eu.
- Entrega
- 55 imagens: 40 em paisagem e 15 para Stories
- Ofícios
- 7
- Marca
- Segura MEI, criada para o exercício
- Ano
- 2026
A Segura MEI não existe. Criei a marca, o briefing e o contexto de negócio para ter um problema de verdade para resolver: montar um banco de imagens próprio para uma marca sempre exigiu produção cara e demorada, e a alternativa costuma ser o banco genérico, que não converte esse público.
O teste era saber se personagens gerados e corrigidos com IA conseguem fazer esse papel sem que ninguém perceba a costura.
Cliente: insurtech brasileira de planos de saúde e seguro de renda por invalidez para microempreendedores individuais.
Público: MEIs de 25 a 55 anos, renda variável, trabalho físico ou atendimento direto ao cliente final.
Problema: banco de imagens tradicional soa artificial para esse público e pode derrubar a conversão de lead.
Objetivo: um banco próprio que gere reconhecimento. "Essa pessoa podia ser eu."Briefing fictício · escrito por mim
Foto de microempreendedor quase sempre vem glamourizada: sorriso perfeito, styling impecável, luz de estúdio. A direção foi o contrário disso em cada imagem.
Cada personagem aparece em ação real de trabalho, nunca posando para a câmera. As mãos estão ocupadas com a ferramenta ou o produto. A expressão varia entre concentração, cansaço de fim de turno e satisfação discreta. A luz é a do ambiente de cada ofício, e a roupa carrega desgaste de uso.
- Ação real de trabalho, nunca pose olhando para a câmera.
- Expressões variadas: concentração, cansaço real, satisfação discreta.
- Roupa e styling com desgaste natural de uso, nunca impecáveis.
- Luz de ambiente de trabalho, nunca luz de estúdio comercial.
- Nada de estetizar precariedade nem de estereótipo óbvio de ofício por raça ou gênero.
- Nenhum artefato perceptível de IA: mão malformada, pele artificial, olhar genérico.
Sete ofícios, sete personagens. Cada um foi definido antes das cenas e mantido igual em todas as imagens do seu conjunto, na paisagem e no vertical.
Elenco · um personagem por ofício







- Papel
- Briefing, direção criativa, produção e correção de imagem
- Formatos
- Paisagem para site e anúncios, retrato 9:16 para Stories
A parte trabalhosa não foi gerar a primeira versão de cada imagem. Foi corrigir o que a IA erra sozinha: mão extra, assimetria sutil no rosto, reflexo de luz no lugar errado, sorriso artificial demais, fundo que não fazia sentido para o ofício.
Cada imagem final passou por uma a três rodadas de correção direcionada antes de entrar no banco. Correção direcionada quer dizer apontar o defeito e mexer só nele, sem regenerar a cena inteira e perder o que já estava certo.
Sete ofícios, com as variações que ficaram consistentes o suficiente para entrar no banco final.
Mecânico · 6 imagens






Doceira · 7 imagens







Manicure · 6 imagens






Varejista de roupa · 7 imagens







Marmiteira · 5 imagens





Encanador · 5 imagens





Entregadora de aplicativo · 4 imagens




Formato retrato · Stories















O que ficou
A IA entrega a primeira versão rápido. O que faz um banco servir para uma marca é o critério que decide o que entra, e a paciência de corrigir uma imagem boa até ela ficar certa.
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